Riscos de uma piscina com muito cloro (e algumas dicas de segurança)
01 de abril de 2016

O cloro é o desinfetante mais utilizado nas piscinas do Brasil. Ele é mais comum do que qualquer outro produto químico para piscinas.
Sua utilização tem como principal objetivo eliminar algas e bactérias que por ventura venham a se desenvolver na água da piscina.
Mantendo a água clorada nós garantimos que nenhum microrganismo patogênico vai permanecer na piscina e causar infecções e doenças que podem acabar com nossos momentos de lazer.
Entretanto, eis uma grande ironia: o cloro que mantém a água da piscina protegida de algas e bactérias que poderiam causar doenças nos banhistas, é o mesmo que, se usado demasiadamente, pode representar um risco à saúde.
O excesso de cloro na piscina

O excesso de cloro na piscina pode causar irritações, agravar alergias e acabar se tornando uma intoxicação severa.
Os sintomas da intoxicação de cloro são:
- Irritação nos olhos e na pele
- Náuseas e vômitos
- Queimação na garganta
- Dificuldade de respirar
- Vermelhidão na pele
- Dores na região toráxica
Mas na tentativa de evitar estes problemas, a melhor saída não é reduzir demais a quantidade de cloro que você utiliza…
A falta de cloro na piscina
Como dissemos: o cloro é o agente que evita o crescimento de algas e bactérias na piscina.
Logo, se a piscina estiver com uma quantidade de cloro incapaz de eliminar estes patógenos e qualquer outra matéria orgânica que entrar em contato com a água, você continuará encrencado!

O primeiro aspecto que percebemos ao entrar numa piscina com pouco cloro é o cheiro. Aí você deve se perguntar…
A piscina fica fedorenta?
Os que acompanham nossas publicações sabem…
Piscinas com pouco cloro normalmente apresentam cheiro forte de cloro!
Como assim?
Já falamos um pouco sobre o cheiro de cloro na piscina. Se você ainda não leu, confira no texto: “Água da piscina com forte cheiro de cloro? Saiba o que fazer!”
Basicamente, o que acontece é o seguinte: o cloro dissolvido na água não tem cheiro nenhum. Mesmo se a piscina estiver com muito cloro, ela não terá odor algum.
O que tem cheiro de cloro na realidade são compostos formados pela combinação do cloro com outros elementos como urina, suor, alguns tipos de matéria orgânica e etc…

Em outras palavras: sua piscina só terá cheiro de cloro quando ele não for capaz de eliminar compostos como urina, suor e etc…
Saiba mais: O cheiro de cloro na piscina
E quando ele não é capaz de eliminá-los? Quando ele estiver em quantidade insuficiente!
Aquele cheiro de cloro que sentimos frequentemente em piscinas não é na verdade cheiro do cloro propriamente dito. O que sentimos são compostos químicos formados pela união do cloro com urina, suor, sujeiras e etc…
Até cosméticos podem reagir com o cloro e formar estes compostos com cheiro de cloro. Um estudo de 2010 encontrou mais de 100 variações destes compostos em piscinas que utilizavam cloro como agente desinfetante.
Mas este cheiro não é o principal vilão da história… Estes compostos voláteis chamados de cloraminas permanecem na água e podem ser absorvidos através da pele, podem ser engolidos e podem também ser inalados pois pairam sobre a piscina.
Já é sabido que as cloraminas presentes em piscinas representam sérios riscos para a saúde:
- O câncer de bexiga já foi associado ao cloro e sua utilização em piscinas. Pesquisadores encontraram mudanças em biomarcadores (danos ao DNA que levam ao câncer) depois de 40 minutos de natação. Segundo o epidemiologista líder da pesquisa “Estes são apenas biomarcadores, não o câncer propriamente dito,” “mas inicialmente a gente não quer nada bagunçando nosso DNA”.
- Asma e alergias são consideravelmente mais frequentes em crianças expostas às piscinas com cloro. Pesquisas realizadas na Bélgica concluíram que crianças que nadam em piscinas tratadas com purificação com íons de cobre e prata sofrem menos de destes problemas respiratórios.
- Um outro estudo chegou à conclusão de que as cáries de nadadores são notoriamente piores. O cloro eleva a acidez da água e se houver descuido do pH da piscina ele pode danificar o esmalte dos dentes. Dentre os sintomas deste problema estão o surgimento de dentes amarelados ou transparentes e dores durante a mastigação.
- Doenças digestivas são um problema à parte em piscinas, especialmente nas coletivas. Historicamente falando, não é raro vermos surtos de diarreia mandando centenas de pessoas para o hospital. Alguns parasitas que causam doenças que tem como principal sintoma a diarreia são resistentes ao cloro.
Aí você deve estar se perguntando…

Devo parar de usar o cloro?
É claro que não! A ideia aqui é te mostrar que os dois extremos são prejudiciais. A falta de cloro causa estes e o excesso de cloro causa aqueles problemas citados no início do texto.
Para evitar todos, basta controlar os parâmetros da água:
- Manter o controle da alcalinidade para o pH não variar demais;
- Manter o controle do pH para o cloro ser o mais eficiente possível;
- Manter o cloro sempre entre 2 e 3 ppm.
Separamos também sete dicas que podem te ajudar a manter seus banhistas seguros, saudáveis e curtindo ao máximo os dias na piscina.
Dicas para o uso correto do cloro
Pesquisadores concordam: os benefícios da prática de atividades aquáticas regulares são absolutamente maiores do que estes riscos supracitados.
Bom, estas foram nossas dicas para você evitar os problemas relacionados com o uso do cloro nas piscinas. Se quiser complementar o texto, envie seu comentário pra nós utilizando o campo de comentários logo abaixo!
Espero que você tenha gostado do nosso texto sobre piscinas com muito cloro!
Grande abraço e até a próxima!
